Fitz-Hemingway

Sois uma geração perdida. You're a lost generation. Vous êtes une génération perdue.

Domingo, Outubro 31, 2004

O Café Nicola tem uma nova campanha de publicidade nos seus pacotes de açucar, na qual pede ás pessoas para enviarem adivinhas para publicarem nos pacotes

O Fitz-Hemingway resolveu entrar na corrida a adivinha e deixa meia duzia de ideias para a Nicola utilizar:

"qual é coisa qual é ela que cai no chão fica amarela?"*

"qual é coisa qual é ela que fala com o pais do amaral e sai da TVI?"*

" qual é coisa qual é ela que quando está no escritorio do patrão faz bicos?"*

"qual é coisa qual é ela, que é treinada pelo Luis Campos e vai fazer descer de divisão este ano?"*

"qual é coisa qual é ela que anda a por os cornos?"*

"qual é coisa qual é ela que te põe o escroto azul?"*

"qual é coisa qual é ela que quando passas com um carro por cima faz caim-caim?"*

"qual é coisa qual é ela que umas vezes está molhada e outras vezes não?"*

"qual é coisa qual é ela que anda com três pata se for amputado?"*

"qual é coisa qual é ela que que já foi e já era?"*

"qual é coisa qual é ela no sofá com a prima da aninhas?"*

"Rato Mickey"*

"qual é coisa qual é ela em os pecadores serão queimados pelo fogo do senhor"*

"qual é coisa qual é ela que é verde?"*

"qual é coisa qual é ela que não é verde?"*

"qual é coisa qual é ela que não é verde e não é azul?"*

"qual é coisa qual é ela que afinal é azul?"*

"qual é coisa qual é ela que se raspar bem não sai?"*

"qual é coisa qual é ela que raio de coisa é aquela?""*












* para qualquer das adivinhas a resposta é 2

posted by miguel  # 10/31/2004 03:27:00 PM

Sexta-feira, Fevereiro 13, 2004

Vejam este site!!! o nosso Zé Cid no seu melhor!!! o homem é mesmo conhecido no mundo todo!!!

http://www.tranceaddict.com/forums/archive/topic/138782-1.html



posted by miguel  # 2/13/2004 02:16:00 AM

Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004

PORQUE ÁS VEZES O AZUL DOS TEUS OLHOS NÃO CHEGA À MINHA VIDA…

Sinto um vazio no infinito, uma insustentável perda, um espaço que era, e esse espaço, agora o que é?
Olho para as paredes cheias de quadros e estão vazias, as estantes e os livros, não os sinto, musica…essa sinto, uns blues, um requiem, um requiem blues…um requiem blues, que raio de ideia!
Sou só eu, eu e o sofá. Não, eu, o sofá, o requiem blues e uma casa cheia, cheia de vazio, de um vazio que só eu sinto… sinto… sinto falta dela.
Ao contrário das outras lâminas de barbear que passaram cá por casa, a Martinha era realmente única. Era um prazer todas as manhãs acordar e receber aquele seu suave testemunho de bom dia. O frio encostar na pele que me dava energia para o resto do dia.
Desde o nosso primeiro contacto, num super mercado, percebi logo que ela ia ser totalmente diferente. Que me ia proporcionar experiências como nenhuma antes me havia proporcionado. Como a Patrícia, que só fica na memória por ter sido a primeira. Com nervosismos e descuidos, chegou mesmo a cortar-me certa vez o queixo. Lembro-me da Rosa, de formas arredondadas e espírito fogos, que me deixava constantemente a arder, tal como a Susana, nome de guerra G-3X, que com tantos movimentos de cabeça acabava invariavelmente em desastre.
Depois veio a Ana…Wilkinson se não me engano, que com as suas manias e protecções raramente fazia um trabalho de jeito, seguida da Madalena, quase fotocopia da irmã Ana, as mesmas manias e protecções, só que detentora de uma embalagem de benfiquismo excessivo, e um trabalho de cabeça lastimável para a sua figura invejável. Pelo meio algumas a que chamei descartáveis, de quem não guardei sequer nome, lugar ou momento na minha memoria.
Como podia guardar memória de alguma delas, depois do impacto causado pela Martinha? Com ela nunca nada foi apressado, demorávamos o tempo necessário para atingir a perfeição, e essa perfeição fez-nos procurar novas fronteiras para o prazer que podíamos tirar juntos.
Deixei que o meu corpo fosse a sua tela, o seu barro onde ela me moldava com a genialidade de qualquer grande artista. O que começou com um simples barbear de rosto, rapidamente se espalhou por todo o corpo, aprendi novos e melhorei velhos métodos para que a Martinha pudesse se mover na perfeição. Braços, pernas, cabeça, pés, sobrancelhas, ou mesmo…os locais menos prováveis e outros nunca imaginados a sentir o toque frio e macio da lâmina, foram explorados por nós nessa época.
Lá fora dois carros buzinam, acrescentando um fugaz coro ao meu requiem blues, e que ao mesmo tempo me afastam das lembranças e dos dias bons. Também isso, os carros, ou os dias bons, passam depressa e a casa volta a mergulhar na quietude do vazio. Levanto-me para dar o requiem por terminado e uma vez isso, recordo-me que não é a primeira vez que encontro assim a casa. Não é preciso recuar muito, aquele dia em que voltei a casa e tudo acabou, o princípio da solidão.
Sim, foi exactamente num dia como hoje. A luz fraca de um fim de dia chuvoso a iluminar a sala, os carros a servirem de coro com a buzinas, os velhos blues a tocarem numa aparelhagem vizinha. E depois, o som, riso e prazer.
Já há algum tempo que o comportamento da Martinha era estranho, com ligeiras imprecisões…mas não liguei, era apenas uma fase supus.
Segui o som até este me levar à casa de banho, abri a porta e o espanto tomou-me.
- Vlenkova, como pôde?
A minha mulher-a-dias e a Martinha libidinosamente juntas, ausência de roupa, pernas lentamente acariciadas, o vestígio de outros locais tocados, a dor da traição. Foi a ultima vez que a vi.
Lésbicas…são piores que homens!

posted by miguel  # 2/12/2004 01:07:00 AM
Falemos então do Mundial


Agora que passou bem mais de um ano, acredito que já se pode falar com alguma calma e discernimento sobre o desaire da selecção portuguesa no mundial da Coreia e do Japão.
Não falo como especialista ou comentador desportivo, falo mais como…bem talvez o termo correcto seja treinador de bancada, ou aquilo a que em Espanha chamariam de “aficionado”.
São vários os pontos por onde se pode começar uma abordagem ao desempenho da selecção, mas como todos os portugueses gostava de começar pelo seleccionador o senhor António Oliveira.
Lá bem no fundo o ex-seleccionador nacional acredita que o desempenho português no Japão não foi tão mau como se fala. Basta fazermos uma análise dos jogos treino e dos três jogos efectuados no dito torneio. Começámos com um agradável jogo frente a selecção angolana, onde claramente estávamos a apanhar (e perdoem-me e expressão) um verdadeiro bigode de bola até ao Sr. Juiz da partida resolver intervir (e diga-me leitor, onde esteve esse senhor durante o mundial, que tanta falta nos fez…). Não sei o que foi mais triste, se a ajuda do arbitro para ganhar ou ver a nossa defesa completamente aos papeis com a velocidade (?) e poder de finta (?) de Pedro Mantorras e seus companheiros.
Depois veio aquele que foi o primeiro indício de agoiro do que seria a estadia na Coreia (não ainda não estou a falar do cognome “Tuga”). O jogo com a Finlândia.
Disse em entrevista António Oliveira, que Portugal jogou com a Finlândia por ser uma equipa com características semelhantes à dos Estados Unidos. Tendo em conta que levamos quatro golos da Finlândia e contra os estados unidos só sofremos três, parece-me que a equipa de todos nós até fez um bom trabalho contra os ianques. Este é aliás um dos pontos de partida para acreditar que o seleccionador é um verdadeiro crente do nosso bom desempenho no mundial, ora vejam, Portugal no primeiro jogo, conseguiu reduzir uma desvantagem de três golos e terminar o jogo com um resultado final de três bolas a duas contra uma equipa que para alem de ter um treinador chamado Bruce Arena, ainda por cima jogava um futebol parecido com o da temível Finlândia, que nos tinha vergado com o seu futebol num passado recente.
Depois do jogo negro veio uma goleada à sempre difícil polónia e para terminar, uma derrota honrosa contra o anfitrião da prova e quarto classificado num jogo em que fomos prejudicados pela arbitragem e lutamos honrosamente com nove jogadores até ao final da partida. Dito desta forma leitor, parece ou não que fizemos um mundial de luxo? Pois parece, mas a verdade é que todos vimos os jogos e sabemos que o único luxo que houve foi o das comodidades do estágio em Macau.
O segundo ponto de que gostava de comentar é do tão falado problema dos guarda-redes. O problema dos guarda-redes não apareceu do nada no mundial, com as duvidas em relação à utilização de um eternamente lesionado e emocionalmente instável desde a passagem pelo Barcelona Vítor Baia (desculpa Vítor, mas na altura não estavas a jogar bem, mas folgo em ver que a tua forma está a voltar…tirando esses perus que não perdoas estás outra vez na tua melhor forma) ou de um super confiante, aplaudido por Beckenbauer, Ricardo (e o que aconteceu a esse Ricardo se compararmos com o que temos nos dias de hoje nas balizas do Sporting?). Deve-se lembrar também o leitor do caso Quim, estranhamente acusado de Doping, mesmo nas vésperas do mundial. Agora respondam-me os mais atentos, se ele ia ser sempre o terceiro guarda-redes da selecção, porque raio é que ia o rapaz dopar-se? Qual era a vantagem que ele ia tirar nisso, a não ser uma inevitável suspensão? Mas o problema dos guarda-redes não tem a ver com nenhum dos jogadores mencionados, nem mesmo com o suplente Nelson (e porquê chamar o Nelson e não o Tiago? Costumam dividir sempre as épocas quando jogam regularmente…) o problema das selecções nacionais com os guarda-redes reside na não convocação de Fernando Brassard. Sim leitor, não leu incorrectamente, disse mesmo Fernando Brassard. Pense um bocado, quem foi o guarda-redes da selecção das vezes que a geração de ouro triunfou? O Grande Brassard, injustiçado por uma carreira à sombra de o belga e de clubes de baixo calibre. De futebol percebe o Brasileiro Scolari, que a primeira medida que tomou como Seleccionador Nacional foi convocar o Fernando para treinador de guarda-redes. Com ele o euro está no papo, só falta mesmo é convocar o Gil para roupeiro, por via das dúvidas, e a geração de ouro fica completa!
E por falar de geração de ouro…que raio de geração de ouro era esta que tinha o Beto, o Petit, o Pauleta, o Sérgio Conceição, o Nuno Gomes ou o Frechaut? Que eu saiba, a geração de ouro é aquela que engloba os jogadores vencedores dos Mundiais de sub-21 da Arábia Saudita e de Lisboa (como o Felipe, o Abel Silva com o seu golo à pele na final da Arábia Saudita, o Paulo Madeira ou o Toni). E onde raio estavam o Petit, o Pauleta ou o Beto nessas equipas? Por isso vamos lá começar a chamar esta gente pelo nome que merecem, os Tugas! E quando pensamos em Tugas, não pensamos logo num bando de portugueses a causar distúrbios num free shop de aeroporto? (Isto para não falar das conotações históricas que o nome Tuga têm na nossa guerra colonial…).
A nossa selecção esteve brilhante em outros aspectos no mundial, como a praga rogada pela a avó do Kennedy, os passeios pelas praias de Macau, a má forma do Figo e do Rui Costa, as canadianas do senhor Oliveira, os alhos nos balnearios, ou o soco do João Pinto, mas sobre isso já muito se disse.

Moral da Historia? Acredito que não há. Em Futebol temos o bom costume de aprender pouco com os nossos erros, e para este Europeu já corrigimos o problema Brassard o que nos diminui o espaço de manobra para mais melhoramentos… vejam o exemplo claro da nova alcunha dos nossos jogadores. Deixamos de ser Tugas, para num acto genial de marketing passarmos a ser os Kinas! Mas quem é o gajo que se lembrou deste nome? (suponho que o mesmo que arranjou o nome Tuga) ele não andou na escola? Não vê que a única coisa que Kinas lembra é EnKinas? Aproveito as palavras de Hugo Porfírio (essa eterna esperança do futebol português!) antes de partir para a fase final do mundial sub-21 na Austrália, e adapto-as ao nosso euro 2004 “Vejam os nossos jogos já um pouco bebidos, para se manterem acordados”... sempre pode ser que assim a coisa anime.

Uma ultima coisa: alguém tem duvidas que se o Paulo Sousa conseguir arranjar um clube em Abril, é chamado para a fase final do Europeu?

posted by miguel  # 2/12/2004 12:58:00 AM
Como começar um blog? para acabar com as duvidas, resolvi pôr dois textos realmente grandes e idiotas para lerem!
posted by miguel  # 2/12/2004 12:56:00 AM

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004

Começemos então o Blog...

Não sabia(mos) muito bem como começar o blog... então lembrei-me de uma coisa que vi escrita no outro dia numa parede de Lisboa

" A BACHO A ANAREKRIA !"

Estes Niilistas estão cada vez mais radicais, agora já nem acreditam em ortografia!
posted by miguel  # 2/04/2004 11:48:00 PM

Domingo, Fevereiro 01, 2004

"- Só à noite é que arrefece - disse Evan. - Nessa altura, visto o sobretudo."

in Paris é uma Festa
Ernest Hemingway
posted by miguel  # 2/01/2004 09:29:00 PM

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